Inconsciente e inconsequente arrisquei-me na aventura de conhecer-te, nada de ti exigi, nem mesmo nada para que pudesse faze-lo dei-te em troca, portanto menos que nada de ti esperei... Mas a vida sempre prega-nos grandes rasteiras, e depois de ela a mim provar que José Saramago tinha toda razão ao dizer que “de todas as habilidades que o mundo tem a de dar voltas é na que se sai melhor”, acabei por encontrar-me preso a um sentimento de carinho e afeição sem igual para contigo... preso logo à ti de quem me aproximei com tanta insensatez e levianísmo... Nestas horas percebemos que o velho ditado "você colhe aquilo que planta" é mesmo real, só que aqui não sou eu quem plantou, sou fruto da árvore por ti involuntariamente plantada... Tu plantaste-la ao mostrar-me que mesmo não esperando nada em troca pode dar-me apoio, atenção e até demonstrar preocupação com minha até então insignificante pessoa, logo a mim que mostrei-te minha pior face, o lado mais imundo e vazio do meu ser… Por isso hoje mesmo eu meio humano, meio monstro, ainda com muito pouco a oferecer, finalmente consigo demonstrar minimamente alguma gratidão a ti e dizer que talvez não conseguirei recompensar-te nesta e não sei se em alguma outra vida por todo o bem que fizeste-me nas poucos chances que tivestes, mas prometo aproveitar de todas possibilidas que surgirem para chegar o mais perto daquilo que tu mereces...
Agradeço a Deus pela tua existência e pela grande dádiva que foi ele te ter tatuado nas páginas de minha humilde vida para mostrar que os verdadeiros anjos nem sempre têm asas, aureolas e nomes bíblicos como aparecem nos filmes… muitas vezes os verdadeiros anjos estão disfarçados como tu e podem ser chamados simplesmente por uma alcunha, Amigo(a)!






